

Dia de todos os Santos 2008.
Nesse dia primeiro de Novembro, um dia diferente de todos os outros, os
ódios, a indiferença, o maldizer são esquecidos, para que as atenções
dos vivos se concentrem na doação espiritual, profunda, àqueles que
partiram para a grande viagem.
Os cemitérios enchem-se de flores, muitas e variadas flores, que matizam
as campas rasas, os mausoléus e os jazigos, numa conjugação harmoniosa
que suaviza a dor, são crisantos, são rosas, são cravos, que na sua
beleza aromática, parecem transportar algo enigmático, as velas e as
lamparinas, como que luzeiros das almas, são os símbolos da fé que se
multiplicam pelo imenso e sagrado lugar de repouso daqueles entes
queridos que já nos deixaram. Que obriga as pessoas, ainda que naquele
dia apenas, a refrearem os impulsos da arrogância, da ostentação,
quedando-se sob a realidade metafísica da existência terrena.


